A história da Linguiça de Bragança

De geração em geração, uma iguaria incomparável

Preparada com carne triturada ou picada, temperada cozida ou defumada, a linguiça sempre agrada a todos. E esse preparo é muito antigo, pois há relatos até na Odisseia, de Homero, livro do século IX a.C. Alimento muito consumido em Roma na época do Império, era denominada de farcimina, era feita de porco em fogões a carvão, e vendida na entrada da cidade. Mas essa iguaria surgiu da necessidade da população de preservar a carne de caça. Então, picavam, temperavam e embutiam nas tripas dos próprios animais abatidos.

Outra curiosidade vem de Constantino I, que governou Roma entre 306 e 337. Convertido ao cristianismo, condenou o consumo da linguiça por considerá-la o prato principal das festas pagãs. No Brasil, poucos podiam comer carne fresca, que era artigo exclusivo dos mais abastados, e a linguiça era uma solução fácil para se fabricar, pois utilizava as carnes menos nobres e a criação de porcos era mais fácil do que a do gado bovino. Sua popularidade subiu rapidamente no país todo e, hoje em dia, é muito difícil encontrarmos um cardápio sem esse ingrediente. “Fatos importantes da nossa história postados diante das recordações. Nossa Bragança marcada pelas aspirações e pelos sonhos. Quem já não ouviu falar da famosa linguiça de Bragança? Em qualquer ponto do Brasil, Bragança é conhecida como a terra da linguiça! Por que será? Quantas histórias já foram contadas?

Quantas interpretações já foram dadas? Baseando-se em fatos e depoimentos, conferi o que os mais velhos contam, ou melhor, a história mais antiga porque o fabricante de linguiça, mesmo, são os italianos que, no passado, início do século XX, vieram para nossa região. Era hábito desses imigrantes fazerem linguiça para uso próprio. Alguns saíam com cestas para vender em casas de famílias bragantinas na época.

Por volta de 1917 e 1920, existia em Bragança uma senhora chamada Palmyra Boldrini, residente numa travessa que hoje é a rua Expedicionário Basílio Zecchin, e ali fazia linguiças. Era uma pessoa muito conhecida e muitos bragantinos que moravam em São Paulo vinham a sua casa comprar. Nessa época, Bragança tinha muitos viajantes, que hoje são conhecidos como representantes comerciais, e eles levavam a linguiça para vender, divulgando nossa cidade. Todos perguntavam: de onde é? Daí o nome Linguiça de Bragança. Judith Vasconcellos, filha de Palmyra, nos conta: ‘Naquele tempo, a linguiça era conhecida como Linguiça da Palmira de Bragança que mais tarde ficou Linguiça de Bragança e até um governador, naquela época, mandava buscar 80 kilos (sic) por semana’.

Ela ainda se lembra do motorista e comenta: “Um negrão daqui, ó!!! (sic)”. Fonte: Passando pelo Passado, José Roberto Leme de Oliveira – “Betinho”.

E como não poderia deixar de ser, essa tradição virou a Festa da Linguiça de Bragança Paulista, que já está angariando fãs do Brasil inteiro. Apesar de estar ainda em suas primeiras edições, essa Festa tem todos os ingredientes para se perpetuar no calendário turístico nacional, pois é constituída de vários atrativos interessantes, como o Concurso Gastronômico Sabores de Bragança, com chefs da alta gastronomia paulista para julgarem o Concurso Gastronômico, shows e, obviamente, muita linguiça e suas variedades, todas fabricadas na cidade com seu estilo tradicional de confecção.

Uma dica é o Restaurante Rosário, instalado dentro do estádio do Bragantino Futebol Clube, na Rua Emílio Colella.

Para saber mais sobre aromas e sabores.

 

Marcio Alves

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