As TPA’s nas cidades brasileiras – Taxas de Proteção Ambiental avançam e estão virando moda nas cidades turísticas. Em primeiro de julho de 2026 será a vez do visitante de Monte Verde, distrito de Camanducaia, pagar a taxa. No mês que vem passará a cobrar uma Taxa de Preservação Ambiental (TPA) para veículos que entrarem na cidade, com cobrança automática por leitura de placas no sistema free flow, e pagamento posterior em portal oficial. Os valores variam conforme o veículo: R$ 4,60 para motos, R$ 9,20 para carros de passeio, R$ 13,80 para utilitários, R$ 32,20 para vans e excursões, R$ 46,00 para micros e caminhões e R$ 73,60 para ônibus — sendo que veículos de excursão continuam sujeitos também às taxas turísticas já existentes. Terão isenção automática veículos emplacados em Camanducaia, Extrema, Itapeva e Cambuí, além de veículos oficiais; moradores, proprietários de imóveis, trabalhadores e alguns serviços essenciais poderão solicitar isenção por cadastro.
Segundo a prefeitura, todo o valor arrecadado ficará em Monte Verde, sendo 35% destinado à coleta e gestão de resíduos sólidos e 65% para manutenção de áreas públicas, parques, áreas verdes e ações de turismo sustentável, como forma de compensar o impacto do grande fluxo de visitantes no destino. Para quem quer saber sobre como ficará as cobranças dos veículos de recreação, ficará no limbo. Isto porque a tabela oficial não classifica esta categoria. Assim como os demais municípios que aprovam a arrecadação, a justificativa fica por conta da proteção e medidas em prol do meio ambiente, mas, além de, segundo moradores, geralmente nada mudar, muitas delas já correm anos depois para aprovar brechas para usos diversos do dinheiro. Ubatuba e Ilhabela são algumas das cidades que cobram essa taxa, e segundo moradores e turistas, nada mudou na recuperação ambiental desses municípios.
Em relação à Monte Verde, alguns aspectos têm de ser considerados. O primeiro é porque os distritos de Camanducaia, São Mateus e Bom Jardim também estão dentro das montanhas da Serra da Mantiqueira e têm pousadas, restaurantes e atrativos turísticos e não terão taxas.
Outro assunto relevante e que ganha notoriedade é que a empresa que fará a gestão ambiental não tenha sido divulgada publicamente e não foi promovida a devida informação da licitação dela. Houve uma informação de que o município emprestaria valor aproximado de 700,000 (setecentos mil) reais para o início da gestão da TPA para essa empresa. Isso levantou suspeita e alguns vereadores pediram vistas do processo total. Vamos torcer para que os empresários de Monte Verde se mobilizem de maneira austera, pois isso mostra total falta de interesse pela defesa do município.
Vale destacar ainda que a prefeitura há anos só concluiu a reforma do portal, a reforma do cemitério, a readequação de alguns parques e limpeza de algumas trilhas após a mobilização dos empresários locais.
Enquanto isso, a MOVE, o CONTUR e os vereadores, em sua maioria, não ligam para o distrito que mais oferece recursos de impostos pra Camanducaia. Se realmente a taxa é de preservação ambiental, essa deveria contemplar todos os distritos da cidade, independentemente do número de propriedades turísticas.
Vale também uma reflexão sobre o período de baixa temporada que pode ser ainda mais impactada, pois essa taxa pode ajudar a diminuir ainda mais o fluxo de turistas para o destino e partir de setembro, a região com o calor e a pouca procura de visitantes, pode ter uma verdadeira TPM.
Pensem e reflitam!
Texto por: Cláudio Lacerda Oliva
Foto destaque por: Divulgação
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