Segunda edição do projeto “Brasil do Amanhã: Democracia” tem programação especial em parceria com o cineasta Marco Altberg
O Museu do Amanhã, instituição da Prefeitura do Rio de Janeiro sob gestão do idg — Instituto de Desenvolvimento e Gestão, apresenta a segunda edição do projeto “Brasil do Amanhã: Democracia”. O evento tem como objetivo exibir títulos expressivos do cinema brasileiro que evidenciam a pauta da democracia ao longo da história do país. A programação diversificada oferecerá ao público uma experiência completa no Museu: sessões de cinema, conversa e roda de samba com o grupo Terreiro de Mangueira. O projeto marca a estreia do Auditório do Museu como um espaço para receber sessões de cinema, com uma tela de LED recém instalada.

As sessões de cinema acontecerão nos dias 27, 28, 30 e 31 de julho, sempre com exibições às 10h, 14h e 16h. A mostra foi cuidadosamente dividida em eixos temáticos diários, cobrindo diferentes aspectos da nossa história. No dia 27 de julho, o tema “Memória e Exílio” traz os filmes “Deslembro” às 10h , “Canções do Exílio” às 14h e “Fico Te Devendo uma Carta sobre o Brasil” às 16h . Já no dia 28 de julho, focado em “Movimentos Sociais e Resistência”, serão exibidos “Eles Não Usam Black Tie” às 10h , “Doutor Gama” às 14h e “Cheiro de Diesel” às 16h .
Dando continuidade à programação, no dia 30 de julho o eixo “Ditadura e Democracia” exibe “O Pastor e o Guerrilheiro” às 10h , “O Dia que Durou 21 Anos” às 14h e “Democracia em Vertigem” às 16h . Finalizando as exibições no dia 31 de julho, com o tema “Diversidade e Povos Originários”, a mostra conta com “Ex-Pajé” às 10h , “A Última Floresta” às 14h e “Lampião da Esquina” às 16h .
Ainda no dia 30, a partir das 18h, ocorre a roda de conversa “Cinema e Democracia: memória, cultura e a política da imagem”, que inicia às 18h30. Quem participou da troca de ideias, terá a oportunidade de encerrar a noite com a já tradicional roda de samba do Terreiro de Mangueira. Dedicado a resgatar sambas que foram fundamentais para a construção do gênero musical, em suas apresentações o grupo tem a missão de fortalecer o símbolo da cultura carioca, rico em histórias e memórias importantes para a cidade e para o país.
“O cinema nacional é um território onde um povo pode retomar a própria imagem e romper com as narrativas que historicamente o reduziram ao silêncio ou ao estereótipo. Ao exibirmos essas obras no museu, reconhecemos que poder acessar essas memórias coletivas também significa confrontar apagamentos históricos.”, destaca Camila Oliveira, curadora adjunta do Museu do Amanhã.
Garantindo a acessibilidade para todos os públicos, a programação conta com a presença de intérprete de Libras. Para participar do evento e garantir o seu lugar, o público deve se inscrever no site do Museu do Amanhã. A participação é gratuita.
Serviço:
2ª Edição do projeto “Brasil do Amanhã: Democracia”
Local: Auditório do Museu do Amanhã
Acessibilidade: Intérprete de Libras
Inscrições: via Link
Programação detalhada:
Dia 30 de julho, quinta-feira (Eixo: Ditadura e Democracia)
10h00: “O Pastor e o Guerrilheiro” (Ficção histórica; 105 minutos; Classificação indicativa: 16 anos)
Entre a ditadura e a virada do milênio, o filme entrelaça a história de dois presos — um guerrilheiro e um evangélico — marcados pela repressão, e a de uma jovem que descobre o passado do pai. Ao revelar sua ligação com um torturador do regime, ela confronta memórias silenciadas. A narrativa aborda culpa, legado e as cicatrizes da violência de Estado.
14h00: “O Dia que Durou 21 Anos” (Documentário histórico; 77 minutos; Classificação indicativa: 14 anos)
O documentário investiga o apoio político e militar dos Estados Unidos ao golpe de 1964 no Brasil. Com base em áudios da Casa Branca e documentos desclassificados, a narrativa revela a Operação Brother Sam e a influência externa na consolidação da ditadura.
16h00: “Democracia em Vertigem” (Documentário político; 121 minutos; Classificação indicativa: 12 anos)
O documentário mistura narrativa pessoal e análise política para retratar a crise democrática no Brasil contemporâneo. Com acesso a lideranças atuais, a diretora investiga as origens de um país profundamente polarizado. A obra articula memória familiar e contexto histórico para refletir sobre os rumos da democracia.
18h00: Roda de conversa “Cinema e Democracia: memória, cultura e a política da imagem” (Roda de conversa; 120 minutos)
19h00: Roda de samba “Terreiro de Mangueira”
Dia 31 de julho, sexta-feira (Eixo: Diversidade e Povos Originários)
10h00: “Ex-Pajé” (Documentário; 81 minutos; Classificação indicativa: 14 anos)
Perpera, ex-pajé, após o contato com não indígenas, é forçado a abandonar suas práticas espirituais e assumir um novo papel na comunidade. Dividido entre crenças tradicionais e imposições religiosas, ele vive sob o peso desse conflito. Quando a morte se aproxima na aldeia, seus antigos saberes voltam a ser essenciais.
14h00: “A Última Floresta” (Documentário híbrido; 74 minutos; Classificação indicativa: 14 anos)
Em um grupo Yanomani isolado na Amazônia, o xamã Davi Kopenawa Yanomani tenta manter vivos os espíritos da floresta e as tradições, enquanto a chegada de garimpeiros traz morte e doenças para a comunidade. Os jovens ficam encantados com os bens trazidos pelos brancos; e Ehuana, que vê seu marido desaparecer, tenta entender o que aconteceu em seus sonhos.
16h00: “Lampião da Esquina” (Documentário histórico; 71 minutos; Classificação indicativa: 18 anos)
Em 1978, durante a ditadura, um grupo de jornalistas e escritores do Rio e de São Paulo cria o jornal “Lampião”, retratando o ponto de vista dos homossexuais sobre diversas questões, inclusive a sexualidade.
Texto por agência com edição de Rebeca Dias
Foto por divulgação





