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Marechal Deodoro: casarões e igrejas na primeira capital alagoana

Você conhece a terra do primeiro presidente e proclamador da República Marechal Deodoro da Fonseca? Localizado a 30 quilômetros de Maceió, o lugar foi a primeira capital do estado, em 1817, e guarda até hoje um rico complexo arquitetônico que lhe rendeu o título de Patrimônio Histórico Nacional.

Já chamada de Sesmaria de Santa Madalena do Sumaúna e Vila Santa Madalena da Lagoa do Sul, a cidade recebeu o nome de seu filho mais ilustre em 1939.

Banhada pelas lagoas de Mundaú e Manguaba, Marechal Deodoro abriga atrativos naturais como as praias do Saco e do Francês – essa última uma das mais famosas de Alagoas -, mas é no seu centro histórico que estão seus verdadeiros tesouros.

Foto por Marco Ankosqui/MTur

Seu conjunto arquitetônico, com casarões e igrejas datadas da época colonial, foi tombado pelo IPHAN desde 2009 e conta com construções como: o Palácio Provincial (atual sede da prefeitura), a Casa-Museu Marechal Deodoro da Fonseca, as Igrejas de Nossa Senhora da Conceição e do Amparo e o Complexo Conventual Franciscano de Santa Maria Madalena.

Foto por Marco Ankosqui/MTur

Esse último, inclusive, comprova a relevância sacra da região. O lugar levou mais de um século para ser construído, de 17 a 18, e abriga o antigo convento, onde atualmente está o Museu de Arte Sacra do Estado de Alagoas com mais de 500 peças dos séculos 17 a 20 – incluindo esculturas em madeira, pinturas, mobiliários, joias e objetos litúrgicos em ouro e prata -, e as igrejas da Ordem Primeira e da Ordem Terceira de São Francisco.

Foto por Marco Ankosqui/MTur

É nesse complexo também que se encontram importantes obras como as imagens de São Francisco e Santa Maria Madalena em terracota e uma pintura de Santa Clara – situada no forro do convento – feita pelo pintor pernambucano José Eloy em 1817.

Música popular na rabeca

Marechal Deodoro é terra ainda de um Patrimônio Vivo de Alagoas: o seo Nelson da Rabeca. O mestre da música, hoje com mais de 90 anos, é um autodidata que aprendeu a tocar e confeccionar o instrumento aos 54 anos, após uma vida na roça e, desde então, vem difundindo os sons do Nordeste Brasil afora.

Foto por Neno Canuto

O deodorense também compões baiões, xotes, marchas e forró pé-de-serra e é considerado um dos mais legítimos representantes da cultura popular alagoana.

Bordando arte nas ruas de Marechal Deodoro

Nas mãos de habilidosas rendeiras, o bordado transforma-se num dos mais importantes trabalhos para a economia de Marechal Deodoro. E, percebendo a projeção que o artesanato deodorense alcança em todo o país e no exterior – e a importância que o mesmo representa para a cultura local – a administração municipal visa desenvolver iniciativas para reativar as antigas tradições artesanais.

Foto por ASCOM/AL

É com esse sentido que foi criado o Espaço Cultural Santa Maria Madalena da Lagoa do Sul. O local reúne cerca de 200 artesãos que apresentam o típico produto artesanal alagoano, como as rendas de labirinto, filé e singeleza.

Imagem de capa: Marco Ankosqui/MTur

Eliria Buso

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