Gravataí, a cidade bromélia

A apenas 23 km de Porto Alegre, a cidade de Gravataí tem forte tradição cultural, que vai desde o seu artesanato até o teatro, a música e o esporte.

Foto por Paulo rsmenezes, via Creative Commons Attribution-Share Alike 3.0 Brazil license, via Wikimedia Commons

Gravataí conta com diversos pontos turísticos como a Igreja Matriz Nossa Senhora dos Anjos, que teve suas obras iniciadas em 1772 em estilo barroco português. No início do século XIX, passou por obras da Igreja atual, sendo concluída em 1855, com os primeiros sinos vindos das Missões jesuíticas de carreta, numa longa viagem. Na frente da Igreja, eram realizadas as antigas Festas do Divino Espírito Santo, de origem açoriana, sendo que os tijolos do Império e da casa dos sinos ao lado estão hoje nos alicerces da Escola Dom Feliciano, que foi a primeira escola particular do município e atualmente é mantida pelas irmãs do Imaculado Coração de Maria. Sua arquitetura é conhecida por possuir um arco que liga a escola de um prédio ao outro sobre a avenida José Loureiro da Silva.

A Capela Santa Cruz, feita por índios para abrigar uma cruz, era local de adoração e preces dos habitantes do povoado de Gravataí. Em 1909 a capela estava em ruínas e, então, com donativos da comunidade, foi iniciada a sua reconstrução. Suas obras foram concluídas em 1944 e, hoje, é muito visitada pelos turistas.

Foto por Paulo RS Menezes, via Creative Commons Attribution 3.0 Unported license, via Wikimedia Commons

Dois casarões chamam a atenção: o Casarão dos Fonseca, também conhecido como Casa dos Açores, que possui características da arquitetura colonial portuguesa, trazida pelos colonos açorianos; e o Casarão dos Bina, em estilo português, que faz parte de uma propriedade rural com cerca de 40 hectares, denominada Sítio do Sobrado, onde o porão da casa abrigou uma senzala com grande número de escravos. 

No Museu Municipal Agostinho Martha, há um acervo composto basicamente por peças que contam a história colonial da região do Vale do Rio Gravataí, destacando-se uma moenda de cana, engenhoca que produzia artesanalmente a cachaça, a rapadura e a garapa, e um tear manual, bem como todo o complexo artesanal da tecelagem, onde eram confeccionadas as roupas de cama e vestuário de grande parte da população durante todo o período colonial e início da fase republicana, além de objetos de agricultura e pecuária, iluminação e cozinha.

A cidade oferece também atrações naturais, como a Cascatinha Mato Fino, com duas deliciosas cascatas e quiosques, e a Prainha de Morungava, localizada em uma área total de 5 hectares, com uma piscina natural de 8.000 m² de água corrente. 

Texto por: Patricia de Campos

Foto destaque por: Danielgp, via Creative Commons Attribution-Share Alike 4.0 International license, via Wikimedia Commons

Da Redação

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