A Fontana di Trevi éstá eternizada em filmes e guarda uma história que nos remete a tempos distantes.
Uma característica da urbanização das grandes cidades, ou mesmo pequenas vilas, do Império Romano, foi a construção de aquedutos. Os aquedutos foram desenvolvidos para o abastecimento dos famosos banhos romanos, banheiros, irrigação etc..
Anteriormente, a água era captada, pelos habitantes, em nascentes, córregos, chuva e poços, e transportada por meio de baldes ou outros recipientes pequenos. Ainda no período da República Romana, cujo principal conceito era a cultura de expansionismo, a dependência de fixação de novas cidades apenas em locais próximos às nascentes ou rios, impedia o florescimento de outras cidades em lugares mais distantes. Com base na tecnologia etrusca e grega, os engenheiros romanos começaram a construir aquedutos para transporta água aos lugares mais longínquos. E esse sistema deu tão certo que as cidades puderam se desenvolver sem problemas e algumas delas chegaram a ter mais de um milhão de habitantes que, além do abastecimento básico, a água era utilizada para ornamentos urbanos como fontes, jardins públicos e, principalmente na irrigação de fazendas, gerando enorme provisão de alimentos tanto para a população como para o abastecimento do poderoso exército romano.
O primeiro aqueduto de Roma foi o Acqua Appia, datado de 312 a.C. e depois, conforme o crescimento da cidade, foram construídos outros, como: Acqua Anio Vetus (272 a.C.), Acqua Marcia (145 a.C.), Acqua Tepula (127 a.C.), Acqua Julia (33 a.C.); e, na era do Império Romano foram a vez dos: Acqua Vergine, Acqua Virgo, Acqua Alsietina, Acqua Claudia, Anio Novus e Acqua Traiana. Com as Guerras Góticas, entre 535 e 554 d.C., os aquedutos foram destruídos.
A Fontana di Trevi está localizada no final do Acqua Vergine (antigo Acqua Virgo). O local era o ponto central de três cruzamentos. A água dessa fonte era utilizada principalmente para o abastecimento dos banheiros de Marco Vipsânio Agripa, consul no período republicano romano e funcionou durante 400 anos.
A Fontana di Trevi é mais uma das inúmeras fontes criadas ao longo da República e do Império Romano. Como capital, a beleza urbana era enaltecida para demonstração de superioridade perante as culturas conquistadas. Com a destruição dos aquedutos, e a chegada da Idade Média, a água, antes drenada de maneira eficiente, voltou a ser captada de forma rudimentar, ou seja, em rios, nascentes e chuva. Muitos rios estavam poluídos e suas águas causavam muitos transtornos na saúde dos habitantes romanos. Então Nicolau II, em 1453, determinou que Leon Battista Alberti reconstruísse o Acqua Vergine. Porém, somente em 1629, Urbano VIII pediu ao artista Bernini que, a então abandonada Fontana di Trevi, recebesse ornamentos que a elevasse à maravilha de Roma. Ao longo dos séculos, competições foram efetuadas para outros artistas darem suas contribuições no aperfeiçoamento da obra de Bernini, que culminaram na grande obra de Pietro Bracci e Giuseppe Pannini com a fixação de “Netuno” e seu séquito, na parte central da Fonte.
A Fonti di Trevi é um dos locais mais conhecidos de Roma. Os visitantes se deslumbram em um dos cenários mais fantásticos dessa magnífica cidade, e seguem a tradição de jogar moedas e fazerem pedidos. Para ter uma noção, em 2016, foram retirados da fonte um milhão e meio de euros, que mais tarde foram destinados às obras de caridade.
Rica, bela, insuperável e extasiante, a Fontana di Trevi faz jus à sua história e à história de uma das principais capitais culturais da humanidade.
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