Estrada de Ferro Bragantina

Rota de riqueza e desenvolvimento

Já sabemos da importância da cafeicultura no interior de São Paulo para o resto do país. O Ouro Negro atingia níveis de exportação e o escoamento do produto era muito dispendioso e muito vagaroso. Havia a necessidade de se desenvolver mais agilidade no transporte da valiosa carga até o Porto de Santos.

A Ferrovia Santos-Jundiaí, inaugurada em 1867, denominada São Paulo Railway Company, foi o exemplo de que nada era impossível para fazer chegar o café ao Porto de Santos. Daí em diante, os cafeicultores viram a possibilidade de escoamento mais rápido, seguro e também mais barato. O que precisavam era reunir capital suficiente para levar a ponta da Santos- Jundiaí até Bragança. E foi isso o que eles fizeram: conseguiram os recursos e, em 1878, começavam as obras já na Estação de Campo Limpo (última da Santos-Jundiaí). Sua extensão foi de 51,5 km até o município de Vargem (antes chamado Bandeirantes). As estações na cidade foram Taboão, Bragança no bairro do Lavapés, Curitibanos e Guaripocaba.

Passando pelo passado…

“Pela Lei provincial de 6 de abril de 1872, o governo contratou, com os senhores Coronel Luiz Manoel da Silva Leme, Coronel Francisco de Assis Vale Junior, Doutor Braulio Timóteo Urioste, Padre Ezequias Galvão da Fontoura, Major Manuel Jacinto de Moraes e Silva, Capitão Francisco de Assis Vale, Antonio Manoel Gonçalves, João Manoel Vieira Leite Guimarães, Firmino Joaquim de Lima e José Gomes da Rocha Leal, a construção de uma via férrea, que, partindo da Estrada de Ferro da Companhia Inglesa, fosse ter a Bragança, até a divisa de Minas Gerais.

Doze anos depois, em 1884, o apito da locomotiva invade os céus bragantinos, enchendo de entusiasmo a população local e abrindo o caminho do progresso para aquela gente…  Uma típica criação da economia cafeeira, lançada e inaugurada por um grupo de fazendeiros, cujos nomes figuravam nas locomotivas a vapor, das antigas Maria Fumaça (sic).

Durante 45 anos, entre 1884 e 1929, a estrada serviu a região bragantina e também a aristocracia rural da época, os chamados Barões do Café, no transporte da produção cafeeira. Com a abertura da Fernão Dias, no governo de Juscelino Kubitscheck, foi dado o golpe de graça na Estrada de Ferro. A Bragantina, quase centenária, era autônoma e não um ramal, foi sobrevivendo a duras penas, e no governo de Laudo Natel foi extinta… Relatos históricos lembram que, em novembro de 1886, o Imperador Pedro II descia de um trem da Bragantina, acompanhado de uma comitiva e pisava neste solo, trazendo a comoção da sua ilustre presença, como relatam os jornais da época”.

Fonte: Passando pelo Passado, José Roberto Leme de Oliveira – “Betinho”.

Para saber mais sobre Bragança Paulista

Marcio Alves

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