Testemunha da prosperidade de São Sebastião, a Casa Esperança possui a maioria dos aspectos característicos da arquitetura civil e urbana do século XVIII. Sua construção em pedra e cal apresenta fachada simétrica e ornamentação em pedra, seguia padronização portuguesa contida nas Cartas Régias e nas Posturas Municipais, onde as ruas eram definidas pelos sobrados e casas térreas, devendo os mesmos ocupar todo limite do terreno.
Apresenta distribuição comum à época, onde a produção e uso da casa baseavam-se no trabalho escravo. A residência da família era na parte superior do casarão, já que habitar casa térrea de chão batido caracterizava pobreza. Esse pavimento contava com três salões, era a ala nobre utilizados socialmente. O forro de gamela apresenta pinturas com paisagens cariocas como exemplo: a chegada da Família Real no Rio de Janeiro.
Contava ainda as alcovas, sala de família, varanda, cozinha e serviços, onde ficavam os escravos. O pavimento inferior do sobrado era utilizado como senzala ou comércio.
A Casa Esperança ficou assim conhecida por volta de 1950, quando pertenceu a uma família de imigrantes italianos que montou um comércio com essa denominação.
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