Criado em 1991, o Museu do Senado completa 35 anos em 2026 e apresenta a trajetória da instituição e do país por meio de objetos datados desde o Império. O acervo é composto por 1,9 mil peças históricas e artísticas. Boa parte delas está na exposição de longa duração no Salão Nobre, espaço onde o museu está instalado. O local também é destinado a eventos solenes e à recepção de autoridades.
Muitas peças também podem ser encontradas nos corredores e gabinetes da Casa. Relíquias do Império e do início da República convivem com obras de arte modernistas, produzidas na época da construção de Brasília. O Salão Nobre é o espaço onde o Senado conta sua própria história e a do Brasil.
Como parte das comemorações pelos 35 anos, o Museu estreou seu perfil no Instagram, museudosenado. De acordo com a coordenadora do Núcleo de Gestão Museológica (NGMus), Maria Cristina Monteiro, a ideia do perfil é apresentar a variedade do acervo e falar sobre arte e história, em linguagem acessível.
“O Museu está consolidado no circuito de turismo cívico da capital. Recebemos 24 mil visitantes nos cinco primeiros meses deste ano, mas queremos ampliar e diversificar nosso público, além de estimular a cidadania entre os mais jovens “— explicou Maria Cristina.
Outra novidade aguarda os visitantes presenciais: até dezembro, eles serão recebidos por grandes personagens da história nacional, como princesa Isabel e Rui Barbosa. Trata-se do projeto Visite Encena, que insere esquetes teatrais no roteiro de visitação ao Museu, o que deve tornar o contato com o acervo ainda mais interessante.
Cartão de visitas
Quem chega ao Museu do Senado pela entrada lateral do Salão Negro é recebido pela obra Ato de Assinatura do Projeto da 1ª Constituição – Ano 1891, do espanhol Gustavo Hastoy. Com quase três metros de altura e mais de quatro metros de largura, a imponente pintura ilustra a assinatura do projeto da segunda Constituição do Brasil, a primeira da República. A obra foi um presente da Sociedade Portuguesa de Beneficência do Rio de Janeiro.
Outras peças dessa época em exposição incluem um tinteiro, duas urnas de votação em prata e o mobiliário do Plenário da primeira sede do Senado, o Palácio Conde dos Arcos, no Império. Apelidadas de “plenarinho”, as peças continuaram em uso no Palácio Monroe, segunda sede da Casa, já na República. O Museu também exibe lustres e luminárias no estilo cariátide do Palácio Monroe, demolido em 1976.
Memória em forma de arte
Entre as obras mais recentes do acervo, destaca-se 8 de janeiro de 2023, do artista plástico Vik Muniz, em exposição permanente no Salão Azul. Trata-se da fotografia de um mosaico feito a partir de fragmentos da invasão, como cacos de vidro e cartuchos de bala, ao Congresso.
Também integram o acervo artístico o Painel Vermelho, de Athos Bulcão, que conduz a atenção dos visitantes ao fundo do Museu, e o delicado vitral O Lago e os Peixes, de Marianne Peretti, ambos no Salão Nobre.
“Preservar o patrimônio é cuidar da nossa história, contar o caminho que percorremos até aqui e promover reflexões. Nosso acervo tem muito a contar, desde o Império até eventos recentes, como a invasão ao Congresso Nacional três anos atrás” — destacou a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka.
Texto por agência com edição de Isadora Lacerda
Imagem destaque por Edilson Rodrigues/Agência Senado
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