Rio Negro, onde a natureza e a fé se encontram

Foto por Swendt via Wikimedia Commons

Embora a cidade de Rio Negro esteja localizada no estado do Paraná, a proximidade com Santa Catarina traz forte influência no modo de vida local.

O município recebeu vários imigrantes germânicos e é o único do país a ter uma colônia de imigrantes alemães bucovinos, originários de uma região localizada entre a Ucrânia e a Romênia.

A riqueza local tem base no cultivo e beneficiamento de tabaco e madeira e na pecuária de corte e leiteira – com isso, o turismo rural oferece excelentes opções de passeios, visitando pequenas propriedades, onde é possível andar a cavalo ou de trator, provar as delícias da comida caseira e ainda comprar produtos coloniais.

O turismo religioso também é forte no município, com várias opções de templos religiosos, destacando-se as igrejas de Senhor Bom Jesus da Coluna, Nossa Senhora Aparecida e Evangélica da Confissão Luteana. A Grutinha de Nossa Senhora de Schöensttat e o antigo Seminário Francisco São Luis de Tolosa também atraem devotos de toda a região.

Quem passa pela cidade deve visitar a Ponte Metálica Doutor Diniz Assis Hening, rodeada de histórias. Os 110 metros da estrutura, que acompanham o rio de margem a margem, dizem ter sido resultado de um erro de cálculo. Segundo especialistas, a medida precisaria ser maior para facilitar a navegação e diminuir o risco na ocorrência de enchentes. Outra versão afirma que a falha aconteceu no despacho da fábrica, que teria enviado à cidade outra ponte, não aquela encomendada.

No Parque Ecoturístico Municipal São Luis de Tolosa, uma reserva ambiental conhecida como Mata das Araucárias, funciona um complexo turístico aberto à visitação, que possui capela, museu histórico, centro ambiental, cineteatro e loja de artesanato e tem como grande atração uma construção no alto da colina, réplica de um castelo medieval, onde fica a prefeitura.

A colonização germânica garante uma gastronomia própria, com pratos como o Aluske, feito com repolho, arroz e linguiça, e iguarias como o pierogue (pastel cozido) e a cuca (pão doce), além dos divinos cafés coloniais.

Artesanatos em palha de milho, fibras naturais, madeira, bambu, tecidos e fios são boas lembranças para levar da cidade, além de méis, guloseimas e produtos da agricultura familiar, que podem ser encontrados na Associação dos Artesãos de Rio Negro – ASSOART.

Texto por: Patricia de Campos

Foto destaque por: Swendt via Wikimedia Commons

Da Redação

Posts Recentes

Travel Inn Jardins inicia nova fase de reformas com aporte de R$ 400 mil

 A duas quadras da Avenida Paulista, uma das regiões de maior movimentação corporativa e turística…

21 horas atrás

Paisagens da Mantiqueira são destaque em Monte Verde

Pousada Pedras e Sonhos combina vista para as montanhas, chalés equipados e proximidade com os…

5 dias atrás

Nikkey Palace Hotel oferece estrutura para viagens corporativas na Liberdade

Localizado na Liberdade, empreendimento atende profissionais em viagens de negócios e empresas que buscam espaços…

6 dias atrás

Sítios arqueológicos revelam a história indígena de São José do Cerrito

Casas subterrâneas construídas por antigos povos indígenas, paisagens rurais e tradição agropecuária formam um conjunto…

6 dias atrás

Duas casas históricas de Serra Negra preservam tradições gastronômicas

No centro de Serra Negra, duas casas do Grupo Café Boteco transformam endereços que atravessaram…

6 dias atrás

Congonhas será palco de propostas para o turismo religioso brasileiro

Com participação internacional, debates sobre governança, inteligência artificial, experiências de fé e desenvolvimento sustentável, evento…

1 semana atrás