Era o ano de 1889 e a “peste”, como era chamada a febre amarela, chegou a Campinas pela primeira vez. A vacina antiamarílica, descoberta por Domingos Freire, foi aplicada em 651 pessoas. Quase não havia médicos suficientes para atendimento dos doentes. O próprio Adolpho Lutz ficou na cidade no auge da epidemia. A conclusão a que se chegou sobre a origem desse surto – que vitimou uma média de 40 pessoas por dia, chegando a dois mil óbitos no total –, é que a doença se alastrava pelas estradas de ferro que traziam os mosquitos infectados.
O verão de 1889 foi atípico, pois quase não choveu e as temperaturas foram muito altas. A cidade quase sucumbiu devido às mortes e aos que vinham em busca de refúgio. Uma calamidade pública que, com o esforço de muitos munícipes, mas principalmente do Dr. Antônio Pinheiro de Ulhôa Cintra (Barão de Jaguara) e de Bento Quirino dos Santos (comerciante), pôde ser combatida com empréstimos do governo estadual que chegaram para o trabalho de saneamento da cidade a fim de prevenir outro surto da febre amarela.
Para saber mais sobre essa epidemia: O ovo da serpente, de Jorge Alves de Lima. Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Campinas.
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