Por: Waldemar Tavares Jr., historiador
O Coral Gregoriano de Santos, Schola Cantorum Sanctosensis, surgiu em 1972 a partir do interesse de alguns ex-seminaristas, a maioria do extinto Seminário Menor de S. Paulo, que ficava em Pirapora do Bom Jesus-SP e era dirigido pelos Cônegos Premostatenses. Com o passar do tempo, outros cantores foram se interessando e ingressaram no grupo.
A coordenação desde aquela época está a cargo de Constantino Bento Junior que, além de fundador, é o membro mais antigo do coral. O Coral Gregoriano de Santos é o mais antigo do gênero no Brasil. Atualmente é composto de pouco mais de 20 integrantes com idades entre 15 e 84 anos. O uniforme utilizado lembra o hábito de monges ou frades medievais, e é usado nas cerimônias religiosas como se fossem roupas litúrgicas de uma irmandade religiosa. Desde 1988, o Coral Gregoriano de Santos participa da Missa das 11h no segundo domingo do mês na Igreja Conventual do Carmo (Pça Barão do Rio Branco).
O Canto Gregoriano tem raízes antiquíssimas. Em parte, sua história se inicia com o próprio cristianismo, pois no século I a Igreja utilizava o canto sinagogal (dos judeus) na salmodia do Antigo Testamento e, com o passar do tempo, influências das melodias greco- romanas foram moldando os aspectos técnicos. Coube ao Papa Gregório Magno, no século VI, a organização do repertório então existente. Como o pontífice era um monge beneditino, ele acabou estruturando a liturgia em sua época após uma grande reforma e por isso, em sua homenagem, ficou assim denominado aquele modelo de música vocal em tetragramas. A pauta moderna (pentagrama) surge mais tarde, no século XII e a escala musical (dó, ré, mi…) foi elaborada a partir das primeiras sílabas de cada estrofe de um Hino a São João Batista. A partir do final da Idade Média, a polifonia começa a tomar espaço no culto católico.
Mesmo após o Concílio Vaticano II (1962-65) ter autorizado o uso do vernáculo na liturgia, o canto gregoriano e o latim continuam a ser referências para o culto oficial católico, devendo ser promovidos, ensinados e utilizados pelos fiéis e pelas comunidades religiosas, conforme o desejo várias vezes manifestado nas últimas décadas pelos papas e por diversos documentos da Sé Apostólica. O Coral Gregoriano de Santos utiliza para ensaios o Liber Usualis, hoje um livro não mais editado. Sua missão, como associação leiga com personalidade jurídica, é a preservação de um tesouro não apenas litúrgico, mas artístico e musical não somente da Igreja Católica Apostólica Romana, mas da humanidade, pois o canto gregoriano é um patrimônio cultural que legou à música uma estrutura técnica, apreciada ainda em nossos dias.
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