Nadando com o boto-cor-de-rosa em Manaus

Nadando com o boto-cor-de-rosa – Fotos: Márcio Masulino

Um dos passeios mais interessantes para se fazer em Manaus é o que nos leva a conhecer o boto-cor-de-rosa no Rio Negro. Mais do que conhecê-lo, nadar ao lado deles ou simplesmente deixá-los passar entre nós e, não raro, encostar em nosso corpo.

Mas é um boto ou um golfinho? Na biologia não encontramos diferença entre os termos, então a utilização de um ou de outro é apenas de nomenclatura regional. No Brasil, algumas pessoas passaram a diferenciá-los por seu habitat, os de rio doce como boto e os presentes em oceanos como golfinho…

Esse golfinho fluvial apresenta um dimorfismo sexual grande, ou seja, as características físicas entre os sexos são bem marcantes. Os machos apresentam uma coloração rosada mais forte e em média pesam 30% a mais do que as fêmeas.

Sua capacidade de navegar na floresta inundada se dá em parte pelo tamanho reduzido de sua nadadeira dorsal (porém larga), e o tamanho grande de suas nadadeiras peitorais. Outra característica é a falta de fusão nas vértebras cervicais. Alimentam-se principalmente de peixes mas não descartam caranguejos e tartarugas.

Nadando com o boto-cor-de-rosa – Fotos: Márcio Masulino

O passeio inclui normalmente, outros atrativos como o “encontro das águas” e a visita à tribo indígena “Dessana Tucana”, ambas descritas em detalhes em outros posts.

Nadando com o boto-cor-de-rosa

Sensação maravilhosa! Eu confesso que senti uma certa adrenalina no começo porque, com a água escura, você demora a perceber a aproximação do boto e o resultado é um aflitivo susto.

Nada que diminua o prazer de estar próximo a este belo animal. Na verdade, a sensação agradável já começa com o mergulho nas águas. O clima de Manaus, invariavelmente, é quente, muito quente, e refrescar-se é sempre uma boa pedida.

Vale lembrar que esta é uma atividade em meio a natureza!  Os golfinhos estão livres no rio e, apesar de estarem acostumados a receber os peixes da mão do operador, podem não se aproximar. Isso acontece quando, por exemplo, um cardume de peixes passa no mesmo instante do passeio, desestimulando sua aproximação. Ou, como eu vi acontecer, turistas agitados fazem barulho e assustam os animais.

Mas, vamos combinar que é muito mais interessante que eles vivam livres em seu lar natural e que nós sejamos apenas visitantes, conhecendo nossos limites e respeitando o meio ambiente.

Nadando com o boto-cor-de-rosa – Fotos: Márcio Masulino

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Marcio Alves

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