Um projeto inédito que reúne 77 jovens músicos da Guiana Francesa e do Norte do Brasil em torno de uma orquestra amazônica binacional
O Ministério da Cultura, o Banco da Amazônia e o Conservatoire de Musique, Danse et Théâtre de Guyane apresentam a Orquestra Amazônica de Jovens – Ecos da Amazônia. Sustentado pelo Institut Français e pelo Comitê de patrocinadores da Temporada França–Brasil 2025, o projeto produzido pela Academia Paraense de Música, integra a programação oficial da Temporada França–Brasil 2025. No Brasil, conta com o apoio da CNP Seguradora, por meio da Lei Rouanet.
A iniciativa representa um vasto projeto de cooperação cultural entre Brasil e Guiana Francesa, concebido para integrar de modo permanente 77 jovens musicistas, entre 14 e 25 anos, de ambas as nações, em uma formação orquestral guiada pela excelência técnica, pela criação contemporânea e pela valorização do patrimônio amazônico, com a supervisão de pedagogos, artistas e maestros que conduzem todo o processo.
O projeto Ecos da Amazônia é conduzido pelo Conservatoire de Musique, Danse et Théâtre de Guyane e pela Academia Paraense de Música, em parceria com a EMUFPA e Conservatório Carlos Gomes e compreende duas grandes etapas de ensaios — a primeira em Belém, no Theatro da Paz, nos dias 3 e 4 de dezembro, seguida de uma segunda rodada preparatória para o concerto de 29 de janeiro, em Caiena.
O projeto Ecos da Amazônia, conduzido pelos conservatórios da Guiana e do Pará, permite ouvir, ver e viver uma Amazônia solidária, plural e criativa. Os Ecos da Amazônia representam a vitalidade de nossos territórios.
Eles serão, amanhã, a expressão de um engajamento coletivo, artístico e cidadão em favor de um mundo mais justo, mais sensível e mais sustentável. Ao integrar a Temporada França–Brasil 2025 e ao manter um vínculo profundo com os desafios contemporâneos, este projeto evidencia o alcance e o protagonismo de nossos territórios na Amazônia e além dela.” – Serge Long Him Nam, Presidente do Conservatoire de Musique, Danse et Théâtre de Guyane
O Conservatoire de Musique, Danse et Théâtre de Guyane selecionou jovens de 14 a 25 anos de escolas de música municipais de Saint-Laurent du Maroni e Kourou. A eles se unem estudantes da Escola de Música da Universidade Federal do Pará (EMUFPA) e da Fundação Carlos Gomes, ambas localizadas em Belém.
Juntos, esses jovens artistas reafirmam a música como vetor identitário e formador no território amazônico, fortalecendo laços culturais e abrindo caminhos para experiências artísticas duradouras.
No centro do projeto está a criação de obras inéditas concebidas especialmente para a Orquestra Amazônica de Jovens – Ecos da Amazônia. Quatro compositores — dois da Guiana Francesa, um da França e uma compositora brasileira — foram convidados a escrever peças que dialogam com o território, as paisagens sonoras e as identidades amazônicas: Cibelle Donza (Belém, Brasil), Denis Lapassion (Guiana Francesa), Fabrice Pierrat (Guiana Francesa) e Pierre Thilloy (França).
As obras abordam ancestralidade, diálogos culturais, memória, fronteira, ecologia e o futuro amazônico. Entre composições originais, arranjos e repertório consagrado, o programa se ancora nas sonoridades da floresta e nas questões contemporâneas que atravessam os países da região.
Mais do que um projeto artístico, Ecos da Amazônia afirma um compromisso com o fortalecimento dos vínculos entre juventude, cultura e território. Ele celebra:
Os ingressos, gratuitos, serão distribuídos exclusivamente na bilheteria física no dia da apresentação.
Orquestra Amazônica de Jovens – Ecos da Amazônia
Data: 3 e 4 de dezembro
Endereço: Praça da República, s/n, Centro, Belém – PA.
Entrada gratuita mediante retirada de ingresso na bilheteria
Imagem destaque por Divulgação/
Texto por agência com edição de Isadora Lacerda
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