Com 140 espécies de primatas, o Brasil assume uma posição de líder mundial na diversidade desses animais, um título que coloca o país em destaque para a prática emergente de “macaquear”, uma observação sobre essas criaturas em seu ambiente natural.
Inspirado no hobby popular de “observar pássaros” ou “passarinhar”, o termo “macaquear” vem ganhando terreno como uma forma de promover o turismo ecológico, ao mesmo tempo em que valoriza a biodiversidade do país. Esse novo enfoque ecoturístico não apenas fomenta a economia local, como também encorajou a preservação da fauna e flora brasileiras.
O Cristalino Lodge, localizado em Alta Floresta na Amazônia de Mato Grosso, é um exemplo de empreendimento que está agregando essa prática aos seus roteiros turísticos, tornando-se um dos melhores hotéis na floresta para os específicos em Macaquear. Os pacotes oferecidos pelo hotel permitem que turistas, militares com binóculos e câmeras fotográficas, adentrem a floresta em busca de avistamentos de primatas, como macacos-prego, bugios e macacos-aranha, sempre com o conforto de calçados resistentes recomendados para a atividade.
Num país que, juntamente com Madagáscar, Congo e Indonésia, abriga 58% de todas as espécies de primatas do mundo, o potencial para o crescimento dessa prática é imenso. A observação de primatas oferece uma experiência rica e diversificada, desde o canto em dueto dos zogue-zogues até os poderosos roncos dos bugios, passando por cenas tocantes de grupos de micos e macacos carregando seus filhotes. Tal atividade não apenas revela um universo de núcleos, sons comportamentais e fascinantes, mas também oferece uma oportunidade para valorizar a floresta em pé e incentivar a conservação ambiental.
Apesar de ainda estar crescendo no Brasil, a prática de observar primatas já é uma atividade costumaz em partes do continente africano, onde o turismo para observação de gorilas e chimpanzés é bastante popular, juntando-se aos safaris tradicionais que já oferecem chances de avistar outros macacos, como babuínos e colobos. O macaco brasileiro, portanto, tem potencial para se tornar um dos grandes atrativos turísticos do país, unindo conservação ambiental, fomento ao turismo local e um mergulho profundo na riqueza da biodiversidade nacional.
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