Avistar animais silvestres entre os arenitos transforma a visita ao parque em uma experiência inesquecível e aproxima visitantes de todas as idades da natureza viva do Paraná
Quem passa pelos caminhos entre os arenitos gigantes de Vila Velha sabe: cada trilha pode reservar uma surpresa da natureza. Não é raro se deparar com um veado-campeiro espreitando na relva, ouvir o canto discreto do mutum ou cruzar o olhar curioso de um bugio nas copas das árvores. Em pleno coração dos Campos Gerais, o Parque Estadual de Vila Velha é palco de encontros mágicos com animais silvestres — momentos únicos, seguros e emocionantes, que ficam gravados na memória de quem visita.
“A experiência de ver um animal em seu habitat natural é sempre emocionante, mas aqui ela ganha outro significado. Cada encontro desses reforça o quanto somos apenas visitantes desse cenário e quanto precisamos respeitá-lo”, destaca Leandro Ribas, gestor da Soul Vila Velha, empresa concessionária do Parque. “Recebemos relatos de famílias inteiras encantadas por ver um lobo-guará cruzando o horizonte, ou crianças fascinadas ao avistar um tatu-canastra de perto. São momentos que conectam as pessoas ao parque de uma forma genuína, e é importante lembrar que todos esses avistamentos são absolutamente seguros, sem risco para quem visita: só encanto e aprendizado.”
Além dos famosos arenitos, das furnas e da Lagoa Dourada, o parque é um verdadeiro santuário para espécies típicas do Cerrado e da Mata Atlântica. Tamanduás, seriemas, tatus, gambás, ouriços, raposas, corujas e aves raras fazem parte deste mosaico de vida selvagem que habita o entorno das trilhas. Com sorte e discrição, alguns visitantes já tiveram o privilégio de avistar um lobo-guará — símbolo da fauna dos Campos Gerais — e até mesmo sinais da onça parda (sussuarana), o maior predador terrestre da região, cuja presença reforça o equilíbrio e a riqueza do ecossistema local.
Entre tantas experiências, a observação de pássaros se destaca de maneira singela. Dos galhos mais altos ao chão das trilhas, são dezenas de espécies que preenchem o parque com sons, cores e movimentos sutis, um convite para quem deseja contemplar o lado mais delicado da fauna local, câmera ou binóculo em mãos.
Com manejo ambiental rigoroso e equipes preparadas para orientar os visitantes, Vila Velha estimula a observação respeitosa, sem alimentar, perseguir ou interferir no comportamento dos animais. “O mais bonito é ver as crianças tentando ficar em silêncio só para ouvir o som dos bichos ou avistar alguma ave rara. Essas experiências são uma lição de respeito e encantamento que levamos pra vida”, comenta Ribas.
No mês de aniversário do Parque, o espaço convida o Brasil inteiro a viver essa conexão com a natureza. Entre trilhas, arenitos e encontros inesperados, Vila Velha prova que a maior aventura nem sempre está nos cartões-postais, mas nos detalhes de cada visita.
Localizado em Ponta Grossa-PR, a apenas uma hora de Curitiba, o Parque Estadual de Vila Velha é o primeiro parque estadual criado no Paraná, em 1953, e atualmente é uma concessão do Governo do Estado do Paraná, por meio do Instituto Água e Terra, à Soul Vila Velha, uma empresa do Grupo Soul Parques.
As bilheterias funcionam até as 15 horas. O parque indica, a chegada ainda pela manhã, para que os visitantes possam conhecer seus atrativos – Trilha Arenitos Unimed, Furnas e Lagoa Dourada – se deliciar com as diversas opções gastronômicas e ainda aproveitar as atrações de aventura – Tirolesa, Arvorismo e Cicloturismo.
Mais informações podem ser obtidas em https://parquevilavelha.com.br/
Texto por agência e edição de Rebeca Dias
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