Ao caminharmos pelo centro de Bragança Paulista, o que vemos é uma nova consciência de preservação das edificações importantes que representam a vida histórica da cidade. Esses casarios, em sua maioria, foram construídos a partir da metade do século XIX, conservando seus aspectos arquitetônicos do riquíssimo ciclo cafeeiro do Brasil. Com a chegada da Família Real no Brasil, em 1808, não poderíamos mais ser apenas uma grande fazenda para serviços à Coroa Portuguesa, deveríamos ser uma nação constituída de todos os privilégios sociais, como teatros, jardins públicos, bibliotecas, escolas superiores, entre outros. Essa modernização representar um salto na vida social dos brasileiros que simplesmente viviam somente da agricultura e do extrativismo. Essa organização como sociedade teve seus impactos em vários âmbitos, principalmente na arquitetura das cidades.
O estilo colonial, simples e monótono, foi transformado pelos ideais mais imponentes do neoclássico. Não são somente casarões bonitos; eles trazem consigo a herança das modificações sociais, antes rurais, e, nesse período, urbanas, mas dão excelência ao bom gosto na simplicidade do estilo colonial. O que se vê é justamente o contraponto para os adornos, tanto na fachada como no interior das casas. Com a abertura dos portos para o mercado externo, o Brasil enxergou pela primeira vez os avanços importados da França e principalmente da Inglaterra. Saem as casinhas, entram os casarões. Entram em cena o mármore, madeiras nobres, formas regulares, geométricas e simétricas e frontões triangulares que geralmente possuem brasões. Por falta de opções de cor, o branco e o cobre eram predominantes.
As mudanças mundiais ocorreram fervilhando de novidades nos círculos europeus. E chegaram a novas considerações com o surgimento do ecletismo, que vai buscar no passado influências para agregar em sua arquitetura, transformando as construções e adicionando elementos como ferro, vidro e ladrilhos hidráulicos. Essa transformação de mentalidade surgiu na Europa, no século XIX, após a expansão da Revolução Industrial e espalhou-se mundo afora, marcando a alteração do estilo de vida da população. “Os arquitetos da época podiam recorrer a uma variedade de estilos, linguagens de composição e decoração, baseados na arquitetura original de diferentes países ou períodos históricos, sem esquecer que os elementos utilizados são conhecidos e consagrados por outros estilos” (Anpush.org. br). O ecletismo correspondia aos sentimentos das sociedades em geral, pois anunciava a modernidade, e também o melhoramento das vias urbanas virou sinônimo de progresso e status.
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