História da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição em Bragança

Paróquia de Nossa Senhora da Conceição

Por José Roberto Vasconcellos

História da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição em Bragança
Matriz 1844-1850 – Construção da 1a. torre, campanário D (foto acervo José R. Vasconcellos)

A primeira atividade paroquial ocorreu em 17 de fevereiro de 1765, data reconhecida como o Dia da Instalação da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Jaguary. Naquele dia, o vigário Pe. Hyeronimo de Camargo Bueno batizou Maria, filha de João Pais Domingues e de Leonor Pedroza. A imagem de Nossa Senhora da Conceição, entronizada por d. Ignácia na capela primitiva, esteve em trono próprio na Matriz até o final do ano de 1899.

Em 1900, no paroquiato do Cônego Francisco Claro de Assis, foi entronizada a imagem atual, ofertada pela paroquiana d. Libânia Cintra Valle. A imagem primitiva – relíquia preciosa do século 18 – por estima e apreço –, é guardada na Casa da Diocese. A primeira capela, construída em 1763, provavelmente foi ampliada quando elevada a Matriz da nova freguesia (se é que não foi demolida) e no local foi construído um novo templo, mais amplo. Estas são meras hipóteses, pois, até o ano de 1837, nenhuma crônica faz referência ao templo.

No ano de 1837, a Matriz se achava em obras e até 1911 passou por diversas reformas. Em meados do século 19, a Matriz apresentava uma arquitetura colonial brasileira; tendo à sua direita uma torre-campanário, construída em 1858. Em 19 de março de 1915, tinha início a última reforma da velha Matriz. A torre-campanário e a fachada foram demolidas, surgindo uma nova fachada.  No centro, uma torre-campanário de 75 metros, apoiada em quatro colunas de granito, encimada pela estátua da Padroeira da cidade. A reconstrução da igreja ficou concluída em 1927, quando a Matriz de Bragança fora elevada a Catedral.

Diocese de Bragança

Naquele ano, instalou-se a Diocese de Bragança do Brasil, criada em 1924 pelo Papa Pio XI. A ameaça de ruína foi causada por ação da natureza quando, em 1960, um raio atingiu o lado direito da torre abrindo uma fenda do alto até o chão e em direção à ala do Batistério, pondo em perigo a solidez do prédio. Na manhã ensolarada de 28 de janeiro de 1965, precisamente às 9 horas, os três sinos da igreja tangeram pela última vez, anunciando aos bragantinos que a partir daquele instante se iniciava a demolição da Catedral.

Demolida a tradicional Matriz-Catedral, único monumento histórico existente – que era querido de todas as gerações –, em julho de 1966 teve início a campanha dos bragantinos para levantar a Nova Catedral de Bragança Paulista. Em toda a sua trajetória histórica, nunca viu um movimento tão grande para a rápida construção da nova Catedral: Campanha do cimento para o Trono de Nossa Senhora, campanha do cimento domiciliar pró-cobertura, campanha do piso, dos bancos, para a pintura das paredes e muitas outras.

 

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